Política

Oposição assegura aprovação do Orçamento do Estado 2026 face à divisão interna da ADI

Os partidos da oposição são tomense garantiram a aprovação do Orçamento do Estado para 2026 na generalidade, numa votação que expôs as profundas divisões internas do partido maioritário ADI. O documento orçamental, avaliado em 233 milhões de euros, foi aprovado com 34 votos a favor, incluindo 18 do MLSTP e dois do Movimento Basta. A maioria dos deputados da Acção Democrática Independente não esteve presente na sala durante a votação, evidenciando a crise política que atravessa o partido do ex primeiro ministro Patrice Trovoada.

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Redação Leve Leve
📅 05 de Abril de 2026 ⏱ 3 min de leitura

A votação decorreu numa sessão convocada por 28 deputados do MLSTP, do Movimento Basta e alguns deputados da ADI dissidentes, que anteriormente destituíram a presidente do parlamento Celmira Sacramento. Apenas nove deputados da ADI, que detém maioria absoluta de 30 lugares na Assembleia Nacional, votaram a favor do orçamento, enquanto a maioria dos seus colegas de bancada se ausentou. Dois deputados da ADI, incluindo a ex presidente do parlamento, optaram pela abstenção, sinalizando o profundo descontentamento dentro do partido face à actual situação política.

O Primeiro Ministro Américo Ramos expressou gratidão aos partidos pela aprovação dos documentos, defendendo que o Orçamento do Estado e as Grandes Opções do Plano visam a melhoria das condições da população. O chefe do Governo sublinhou que o orçamento, inferior aos 265 milhões de euros orçamentados para 2025, aposta no reforço da arrecadação interna sem aumentos cegos de impostos. Américo Ramos assegurou que a cesta básica continua protegida com isenções fiscais e que os pequenos contribuintes permanecerão protegidos, devendo pagar mais apenas quem tiver maior capacidade contributiva.

O líder parlamentar do MCI PS/PUN, Beatriz Azevedo, justificou o voto favorável da sua coligação pela responsabilidade partidária, afirmando que não querem travar o desenvolvimento nacional. O porta voz do MLSTP explicou que o partido decidiu aprovar o orçamento devido ao contexto político, social e económico complicado que o país atravessa, exigindo maior responsabilidade e espírito patriótico. O Movimento Basta seguiu posição idêntica, com Levy Nazaré a sublinhar que, apesar das dificuldades, todos devem unir se para evitar agudizar a crise política a poucos meses das eleições previstas para 2026.

Esta aprovação orçamental surge num momento particularmente delicado da vida política são tomense, com eleições presidenciais marcadas para Julho e legislativas para Setembro de 2026. A fragmentação da ADI e as tensões no seio do partido maioritário podem ter consequências significativas na estabilidade governativa e na capacidade de implementação das políticas públicas. Para a população, a aprovação do orçamento garante a continuidade dos serviços públicos essenciais, mas a instabilidade política poderá condicionar a eficácia das medidas previstas para melhorar as condições de vida dos cidadãos são tomenses.

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