Nacional

STP assinala Dia Internacional do Idoso com debate sobre impactos da emigração e apelo à criação de mecanismos legais

Ao longo da sessão, foram analisadas as capacidades de resposta das instituições perante situações de abandono familiar de pessoas idosas, particularmente no contexto da emigração, bem como discutidas medidas destinadas ao reforço da proteção social, da coesão familiar e dos vínculos intergeracionais.

RL
Redação Leve Leve
📅 01 de Outubro de 2026 ⏱ 2 min de leitura

Ao longo da sessão, foram analisadas as capacidades de resposta das instituições perante situações de abandono familiar de pessoas idosas, particularmente no contexto da emigração, bem como discutidas medidas destinadas ao reforço da proteção social, da coesão familiar e dos vínculos intergeracionais.

A Direção de Proteção Social, Solidariedade e Família (DPSSF) promoveu hoje um workshop em alusão ao Dia Internacional do Idoso, para debater os impactos da emigração no acompanhamento e na qualidade de vida da população idosa, bem como apelar à criação de mecanismos legais de proteção dos idosos, face ao estigma e às acusações de feitiçaria de que frequentemente são vítimas em São Tomé e Príncipe.

A atividade reuniu atores de diferentes áreas de intervenção e acompanhamento de pessoas idosas, entre os quais representantes de organizações não governamentais parceiras da DPSSF, instituições de acolhimento, instituições públicas ligadas à proteção social e membros da sociedade civil.

“Há necessidade de fato de nós criarmos mecanismos legais para proteger os idosos face a essas situações. […] Nós sabemos que as pessoas emigram, a massa ativa emigra-se e deixa os idosos, que é já considerada pessoa inativa, deixa os idosos à sua sorte, no entanto a necessidade de fato de termos as políticas públicas, termos as instituições e serviços que acompanhem de fato esse processo de isolamento dos idosos causado pela imigração”, disse a chefe de Departamento da DPSSF, Cláudia Benguela.

Ao longo da sessão, foram analisadas as capacidades de resposta das instituições perante situações de abandono familiar de pessoas idosas, particularmente no contexto da emigração, bem como discutidas medidas destinadas ao reforço da proteção social, da coesão familiar e dos vínculos intergeracionais.

“Já tenhamos a Constituição que vem a proteger de forma eficaz todo o grupo da população, mas nada a essa situação de linchamento, de onde há necessidade de fato de criar os mecanismos, Decreto-Lei, que vem de fato proteger especificamente este grupo de pessoas que são as pessoas idosas, dado os fatores culturais”, frisou.

Artigos Relacionados