Economia

São Tomé e Príncipe implementa sistema inovador de medição do impacto económico do turismo

O arquipélago são tomense implementou pela primeira vez as Contas Satélite do Turismo, revelando que o sector representa 11% do Produto Interno Bruto nacional. A medida, validada em 2025 para dados de 2024, fornece dados concretos sobre quanto os visitantes gastam no país e como a economia responde a essa procura. O sistema permitirá um planeamento estratégico mais eficaz para o desenvolvimento turístico sustentável.

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Redação Leve Leve
📅 07 de Abril de 2026 ⏱ 3 min de leitura

As Contas Satélite do Turismo representam uma ferramenta moderna de planeamento e avaliação que permite quantificar com precisão o valor acrescentado e o emprego que o turismo efetivamente gera na economia santomense. Este instrumento estatístico, desenvolvido com o apoio da Comissão Económica das Nações Unidas para a África Central, marca um passo decisivo para dotar São Tomé e Príncipe de um sistema estatístico turístico robusto. A implementação desta metodologia permite ao país acompanhar de forma rigorosa o impacto do turismo no desenvolvimento económico e social. Os dados obtidos demonstram que este pequeno Estado insular em desenvolvimento conseguiu estabelecer o turismo como um pilar essencial da sua estratégia de desenvolvimento sustentável.

O Ministério responsável pelo sector sublinhou que o turismo se afirma como fonte de emprego, rendimento, divisas e oportunidades de investimento no arquipélago. A validação das primeiras Contas Satélite em 2025, referentes ao exercício de 2024, constitui um marco histórico na capacidade estatística nacional. O sistema permitirá às autoridades dispor de dados concretos sobre os padrões de consumo dos visitantes e a resposta da economia local a essa procura turística. Esta informação será fundamental para orientar políticas públicas e atrair investimentos no sector, contribuindo para a valorização sustentável do património natural e cultural do país.

Especialistas da Organização das Nações Unidas destacaram que o turismo está claramente na agenda de prioridades do país e que, para planificar adequadamente este sector e atrair investimentos, são necessários dados estatísticos rigorosos. A Comissão Económica das Nações Unidas para a África Central considera que este sistema estatístico criará condições ideais para apoiar o planeamento estratégico do sector turístico. O exercício das Contas Satélite, desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, representa um investimento na capacitação técnica nacional. O Escritório do Coordenador Residente da ONU no arquipélago tem apoiado este processo de modernização das estatísticas nacionais, reconhecendo o potencial transformador do turismo para a economia santomense.

A formação de quadros nacionais em técnicas de investigação específicas para o turismo constitui uma componente essencial do processo de consolidação desta ferramenta estatística. Durante quatro dias, técnicos nacionais receberam capacitação por parte de especialistas internacionais, garantindo a sustentabilidade do sistema implementado. Esta transferência de conhecimento permitirá que o país mantenha autonomamente a produção destas estatísticas especializadas no futuro. A coordenação entre diferentes organismos nacionais e internacionais demonstra o compromisso colectivo com o desenvolvimento de capacidades técnicas locais no domínio das estatísticas do turismo.

Para a população são tomense, este sistema representa uma garantia de que o desenvolvimento turístico será orientado por dados científicos e não por estimativas aproximadas. A disponibilidade de informação precisa sobre o impacto económico do turismo permitirá uma distribuição mais equitativa dos benefícios gerados pelo sector. As comunidades locais poderão beneficiar de investimentos mais direccionados e de políticas que promovam a inclusão social no desenvolvimento turístico. Este instrumento técnico constitui uma ferramenta fundamental para assegurar que o crescimento do turismo contribua efectivamente para a melhoria das condições de vida da população, respeitando simultaneamente os princípios da sustentabilidade ambiental e cultural.

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