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Profissionais da comunicação social recebem formação sobre boas práticas na proteção de vítimas de crime

A formação abordou igualmente o papel dos órgãos de comunicação social na cobertura de situações envolvendo vítimas, com enfoque na preservação da dignidade, proteção da identidade, respeito pelas individualidades.

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Redação Leve Leve
📅 05 de Agosto de 2026 ⏱ 2 min de leitura

A formação abordou igualmente o papel dos órgãos de comunicação social na cobertura de situações envolvendo vítimas, com enfoque na preservação da dignidade, proteção da identidade, respeito pelas individualidades.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) promoveu hoje uma formação dirigida a profissionais da comunicação social são-tomense sobre boas práticas na proteção e apoio às vítimas de crime, iniciativa que integra também técnicos das áreas da justiça, saúde e ação social com vista a melhoria da qualidade da intervenção junto das vítimas. 

“O objetivo é, precisamente, com estes profissionais, falarmos sobre as questões da violência baseada no género em São Tomé e tentar melhorar algumas coisas, transmitir a nossa experiência também, para que os profissionais com mais conhecimento possam transformar a realidade de acordo com aquilo que conhecem do seu próprio país e possam melhorar o apoio às vítimas”, afirmou a psicóloga, formadora e representante da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), Joana Menezes.

De acordo com Joana Menezes, o trabalho desenvolvido no âmbito da iniciativa partiu de um diagnóstico sobre a realidade são-tomense, elaborado com base em documentos oficiais e análises produzidas por diferentes entidades sobre a violência baseada no género no país.

Segundo as análises dos profissionais nacionais o país ainda enfrenta desafios relacionados com a existência de estruturas de apoio, disponibilidade de recursos e articulação entre os profissionais que intervêm junto das vítimas.

“Aquilo que os profissionais que aqui trabalham nos têm dito […] é que ainda faltam muitas estruturas de apoio. Falta uma boa articulação entre todos os profissionais, faltam alguns recursos também, sem recursos não é fácil fazer-se um trabalho ideal”, explicou.

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