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Primeiro-ministro nega acusação do MCI-PS/PUN de interferência no Tribunal Constitucional

O Tribunal Constitucional (TC) são-tomense rejeitou a candidatura da coligação MCI-PS/PUN às legislativas em cinco ciclos eleitorais por falsificação de assinaturas de cerca de 60 candidatos a deputados, segundo o acórdão divulgado no sábado.

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Redação Leve Leve
📅 15 de Setembro de 2026 ⏱ 2 min de leitura

O Tribunal Constitucional (TC) são-tomense rejeitou a candidatura da coligação MCI-PS/PUN às legislativas em cinco ciclos eleitorais por falsificação de assinaturas de cerca de 60 candidatos a deputados, segundo o acórdão divulgado no sábado.

O primeiro-ministro, Américo Ramos, negou qualquer interferência junto dos magistrados do Tribunal Constitucional, na sequência da acusação da coligação MCI-PS/PUN, que responsabilizou o executivo pela eliminação da candidatura da coligação em cinco círculos eleitorais.

Num comunicado, referiu que o executivo “não deve, em circunstância alguma, interferir nas competências e decisões do Poder Judicial”.

“A nossa Constituição consagra como um dos baluartes da boa convivência democrática, o princípio fundamental da separação de poderes”, lê-se.

A coligação MCI-PS/PUN apresentou uma petição e uma reclamação ao Tribunal Constitucional para que sejam averiguadas eventuais irregularidades nas candidaturas de todos os partidos e anulada a decisão de eliminação da candidatura da coligação em cinco círculos eleitorais, tendo responsabilizado o Presidente da República e o primeiro-ministro por estas decisões. 

O Chefe do Governo ressaltou que “nunca exerceu e jamais irá exercer qualquer interferência ou pressão sobre os Serviços e agentes incluindo os magistrados daquela alta corte judicial” e apelou a liderança da Coligação MCI-PUN que se “contenha nas suas declarações fazendo prova de responsabilidade que a todos os líderes políticos se exige num contexto como este”.

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