O secretário-geral da ADI disse que o partido tomou conhecimento da decisão do TC através das redes sociais, assim como nas situações anteriores.
Um grupo de militantes da Ação Democrática Independente (ADI) concentrou-se hoje frente à sede do partido, prometendo não acatar a decisão do Tribunal Constitucional de São Tomé e Príncipe que reconheceu Américo Ramos como presidente da formação política, enquanto a polícia fechou o trânsito de acesso ao local.
O grupo liderado pelo secretário-geral da ADI, Elisio Teixeira, reafirmou que a direção liderada pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada “tem toda a legitimidade” e “um mandato de quatro anos até 2028”.
“Nós não aceitamos essas decisões, nós somos um partido responsável, demos prova disso ao longo dos anos, somos um partido do arco do poder, que estamos no poder desde 2010 (…), temos a responsabilidade de governação neste país”, disse Elísio Teixeira em declarações à imprensa.
O Tribunal Constitucional (TC) são-tomense reconheceu o primeiro-ministro Américo Ramos como presidente da Ação Democrática Independente (ADI), apesar da impugnação da ala do partido fiel a Patrice Trovoada, segundo acórdão a que a RSTP teve hoje acesso.
A decisão consta do acórdão do TC datado de 16 de julho, mas divulgado hoje, 24 horas após o anúncio dos resultados provisórios das eleições presidenciais de domingo, que deram vitória ao atual Presidente da República, Carlos Vila Nova, que teve como principal adversário o líder parlamentar da ADI, Nito d’Abreu, apoiado pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada.