Américo Ramos afirmou que tem uma equipa “plenamente consciente dos desafios políticos, económicos e sociais que o país enfrenta”, tendo apresentado alguns “compromissos fundamentais” para a melhoria da ADI e do país.
O primeiro-ministro Américo Ramos fez hoje a primeira declaração pública enquanto presidente da Ação Democrática Independente (ADI) e apelou à união e consenso entre os militantes “para salvar” o partido do qual foi reconhecido como presidente pelo Tribunal Constitucional na semana passada, apesar da contestação interna.
“O momento é de união. Estou aberto a criar consensos, promover a coesão e defender os ideais de ADI, livre e renovado e reformador […] gostaria de apelar à vossa união e ajuda para, contra tudo e todos, garantir a unidade e a salvação deste partido que todos amamos”, apelou Américo Ramos, numa declaração feita num dos hotéis de São Tomé.
O Tribunal Constitucional (TC) são-tomense reconheceu Américo Ramos como presidente da ADI, na sequência do congresso realizado em 27 de junho, que foi impugnado pela ala do partido fiel ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, que consideram ainda como legitimo líder do partido.
Na declaração de hoje, sem direito a perguntas, Américo Ramos alertou aqueles que ainda rejeitam a sua liderança, que a democracia não pode funcionar apenas quando as decisões lhes são favoráveis.
“Num Estado de direito, nenhuma pessoa, nenhum dirigente e nenhum partido está acima da Constituição e das instituições da República. Os que discordam de uma decisão judicial têm o direito de manifestar a sua discordância e de recorrer aos mecanismos previstos na lei. Por isso ninguém deve transformar a discordância política num apelo à desobediência institucional”, defendeu.