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Governo suspende reitoria da USTP e nomeia comissão executiva interina por 15 meses

Para assegurar o funcionamento da USTP, o Governo nomeou e empossou hoje uma comissão de gestão, com mandato de 15 meses, que é presidida pelo professor Doutor Salustino David dos Santos Andrade, com as funções interinas de reitor, tendo como primeiro vice-presidente o professor Doutor André Ferdnand Takounjou Ngueho, interinamente vice-reitor.

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Redação Leve Leve
📅 04 de Abril de 2026 ⏱ 2 min de leitura

Para assegurar o funcionamento da USTP, o Governo nomeou e empossou hoje uma comissão de gestão, com mandato de 15 meses, que é presidida pelo professor Doutor Salustino David dos Santos Andrade, com as funções interinas de reitor, tendo como primeiro vice-presidente o professor Doutor André Ferdnand Takounjou Ngueho, interinamente vice-reitor.

O Governo são-tomense suspendeu a reitoria da Universidade de São Tomé e Príncipe e empossou hoje uma comissão de gestão, alegando “situação de instabilidade institucional prolongada, marcada por conflitos internos” entre a direção e os docentes e não docentes.

“Verifica-se que, na USTP [Universidade de São Tomé e Príncipe], prevalece uma situação de instabilidade institucional prolongada, marcada por conflitos internos, disfunções na governação e dificuldades no funcionamento regular dos seus órgãos há mais de um ano, período durante o qual o Governo esperava que os órgãos internos desse centro de ensino superior pudessem resolver a disfuncionalidade”, lê-se na deliberação do executivo a que a RSTP teve hoje acesso.

O documento foi aprovado na 35ª reunião de Conselho de Ministros, realizada na quinta-feira, e em resposta às reivindicações de um grupo de docentes e não docentes da USTP que ameaçaram entrar em greve a partir de segunda-feira se o Governo não demitisse a reitoria da universidade.

Segundo a deliberação do Conselho de Ministros, “a situação agravou-se em consequência de um persistente desentendimento institucional entre a reitoria e os presidentes das unidades orgânicas, comprometendo a coordenação académica, administrativa e científica da instituição”.

“Acresce que o caderno reivindicativo apresentado pelo corpo docente e não docente e as reuniões de auscultação realizadas pelo Governo para a resolução pacífica da controvérsia instalada na USTP evidenciaram um quadro de insatisfação generalizada e de disfunções estruturais que afetam o normal funcionamento da Universidade”, lê-se na deliberação.

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