Conceição Lima é o nome mais traduzido da literatura são-tomense, com livros e poemas em alemão, árabe, espanhol, checo, francês, galego, italiano, inglês, shona, servo-croata e turco.
Centenas de pessoas prestaram hoje o último adeus à jornalista e poetisa são-tomense Conceição Lima que morreu na sexta-feira, e é considerada uma das referências da cultura e literatura do arquipélago, com obras traduzidas em pelo menos onze línguas.
“A tua partida é luto, mas o teu legado é festa, a chama viva de uma voz que nunca se consumirá. Estavas cansada, muito cansada, mas agora sabemos que terás finalmente paz”, declarou Celiza de Deus Lima, irmã da malograda.
O corpo de Conceição Lima foi enterrado no Cemitério do Alto São João, na capital são-tomense, depois do cortejo fúnebre que passou por várias localidades, e com pequenas paragens na sede da União Nacional dos Escritores e Artistas Santomenses (Uneas), do qual foi membro fundador, e na Rádio Nacional e a Televisão Santomense (TVS), onde trabalhou.
“A sua partida deixa-nos em silêncio, mas também nos convoca à gratidão e ao reconhecimento por tudo que nos legou”, declarou o presidente da Uneas, o escritor Albertino Bragança.
“Conceição lima foi ao longo da sua trajetória uma voz firme e sensível, que soube transformar a poetisa em instrumento de memória, justiça e identidade. Através dos seus versos, denunciou as feridas da nossa história, exaltou a beleza da nossa terra e afirmou perante o mundo a dignidade do povo são-tomense”, acrescentou Albertino Bragança.