Segundo dados do inquérito, 62% dos inquiridos consideram que os governos devem facilitar o comércio internacional, uma preferência maioritária em 32 das nações analisadas, embora países como Angola, Gâmbia, Madagáscar e Mauritânia ainda prefiram trocas limitadas.
Metade dos africanos inquiridos já ponderou emigrar, sobretudo jovens instruídos, revelou na quarta-feira um relatório do Afrobarometer, assinalando também forte apoio dos países ao comércio global e ao papel da China no continente.
Segundo a Lusa, os cidadãos dos países da África Ocidental(34%), Central (24%) e Austral (23%) têm uma maior probabilidade de migrarem, sendo que a Gâmbia (53%) e a Libéria (51%) são os dois países onde os cidadãos são os mais propensos, segundo o relatório “Beyond Borders: Citizen Perspectives on a Shifting Global Order” (Além das Fronteiras: Perspetivas dos Cidadãos sobre uma Ordem Global em Transformação), tornado público em Acra, Gana, e que se baseia em dados de inquéritos representativos a nível nacional de 38 países africanos.
A migração, causada por razões climáticas, conflitos ou alterações climáticas, tem tido “aumentos significativos”.
Em contrapartida, o Togo (de 30% para 23%), São Tomé e Príncipe (de 35% para 31%) e o Maláui (de 28% para 25%) são os únicos países que registaram declínios significativos na proporção de pessoas que disseram ter pensado em sair do seu país.
Segundo o documento, os cidadãos que emigram são na sua maioria homens, que estão na casa dos 18 e 35 anos, e são mais instruídos. Também se revela que o desejo de migrar é mais popular nas áreas urbanas do que rurais.