Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.
A maioria dos partidos concorrentes às eleições legislativas em São Tomé e Príncipe defenderam, durante um debate na RSTP, a revisão da Constituição para uniformizar a duração do mandato dos poderes políticos e reduzir deputados, mas rejeitaram o sistema presidencialista.
No debate transmitido online pela RSTP– Rádio Somos Todos Primos nas redes sociais, na segunda-feira, cinco dos líderes dos sete partidos que concorrem às eleições de domingo, admitiram a necessidade de rever a Constituição do arquipélago que foi revista pela última vez em 2003.
“Nós somos de acordo com a revisão constitucional porque essa constituição que nós temos já não responde os desafios que o país enfrenta”, sublinhou o presidente do Movimento Basta, Levy Nazaré. A mesma posição foi admitida pelos demais concorrentes, apesar de alguns defenderem que esta não é principal prioridade para o desenvolvimento do país.
Os líderes partidários admitiram que a eleição e mandato do poder autárquico deve passar dos atuais três anos para 4 ou 5 anos, uniformizando-se com o mandato do Governo, dos deputados a Assembleia Nacional e do Presidente da República, respetivamente 4 e 5 anos.
A redução do número de deputados dos atuais 55 parlamentares para 25 ou 35 foi também uma proposta consensual, embora alguns partidos não defenderam um número exato para a redução.