Nacional

Eleições’26: MCI-PS/PUN acusa TC de provocar instabilidade e caos em São Tomé e Príncipe

O presidente da coligação MCI-PS/PUN advertiu hoje que os seus militantes “estão altamente revoltados” e acusou o Tribunal Constitucional de querer provocar instabilidade e caos no país, após a rejeição da candidatura do partido em cinco ciclos eleitorais, por alegada falsificação de assinaturas.

RL
Redação Leve Leve
📅 12 de Setembro de 2026 ⏱ 2 min de leitura

O presidente da coligação MCI-PS/PUN advertiu hoje que os seus militantes “estão altamente revoltados” e acusou o Tribunal Constitucional de querer provocar instabilidade e caos no país, após a rejeição da candidatura do partido em cinco ciclos eleitorais, por alegada falsificação de assinaturas.

“Quem está a provocar e instabilidade neste país é este Tribunal Constitucional encomendado. Este Tribunal é que está a provocar a tentativa de caos aqui neste país porque os nossos militantes estão altamente revoltados, o povo está revoltado, já começou a haver sinais, estão a mandar militares para tentar evitar as pessoas, mas isto não vai parar e a responsabilidade é deste Tribunal Constitucional e dos seus mandantes”, disse Domingos Monteiro.

O Tribunal Constitucional (TC) são-tomense rejeitou a candidatura da coligação MCI-PS/PUN às eleições legislativas em cinco ciclos eleitorais por falsificação de assinaturas de cerca de 60 candidatos a deputados, segundo acórdão divulgado hoje.

Com a declaração de inelegibilidade dos candidatos por não terem subscrito as listas, o TC decidiu “rejeitar as candidaturas e as respetivas listas apresentadas pela Coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista e Partido de Unidade Nacional (MCI/PS-PUN) às eleições legislativas de 27 de setembro […] para os círculos eleitorais de Mé-Zóchi, Lobata, Cantagalo, Lembá e da Diáspora, por o número total de candidatos efetivos e suplentes deixar de perfazer o número exigido na lei eleitoral”.

Com a decisão, a Coligação fica inscrita nas eleições legislativas apenas nos círculos eleitorais de Água Grande, Caué e da Região Autónoma do Príncipe.

Em conferência de imprensa, o presidente do MCI-PS/PUN rejeitou a existência de denúncia contra o partido, referindo que apenas um dos militantes pediu para retirar o nome na lista, por não concordar com a posição em que foi colocado na candidatura.

Artigos Relacionados