As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e, frequentemente, têm resultado em ondas de protestos violentos e distúrbios, especialmente nos bairros mais vulneráveis.
Pelo menos 130 cidadãos nigerianos pediram a repatriação da África do Sul devido aos crescentes atos xenófobos contra migrantes africanos, informou a ministra dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Bianca Odumegwu-Ojukwu.
De acordo com uma informação da Agência Lusa, “Estão a ser feitas diligências para recolher os dados dos nigerianos na África do Sul para voos de repatriação voluntária para aqueles que solicitam ajuda para regressar a casa.
“Até ao momento,130 requerentes registaram-se devidamente na nossa missão”, publicou Odumegwu-Ojukwu, domingo à noite na rede social X.
Pelo menos dois nigerianos morreram em incidentes separados que envolveram agentes de segurança sul-africanos: Amamiro Chidiebere Emmanuel faleceu a 25 de abril, espancado por militares sul-africanos em Port Elizabeth e Nnaemeka Matthew Andrew também morreu após confronto com membros da Polícia Metropolitana de Tshwane.
Além disso, na publicação, Odumegwu-Ojukwu fez referência às imagens que circulam em meios de comunicação e redes sociais nas quais se mostram violência, massacres e assassínios “xenófobos seletivos de estrangeiros”, bem como manifestações caracterizadas por retórica xenófoba, discursos de ódio e declarações incendiárias contra os migrantes.