O estudo demonstra também que “de modo geral, houve um aumento da percentagem de mulheres presentes nas listas candidatas”, mas apenas nove encabeçam as 62 listas dos sete partidos para os oito círculos eleitorais.
O número de mulheres candidatas a deputadas efetivas nas eleições legislativas de domingo aumentou para 41%, contra 34% nas eleições anteriores, mas há dois partidos e 14 listas aquém da lei da paridade mas que foram admitidas pelo Tribunal Constitucional, segundo análise da Comissão de Seguimento da Lei da Paridade.
“Em termos de resultados, nós tivemos 159 mulheres no universo de 384 candidatos efetivos […] ou seja, 41% das listas é preenchido por mulheres”, disse hoje à RSTP a presidente da Comissão, Bilaine Ceita.
De acordo com a deputada que também lidera a Rede das Mulheres Parlamentares de São Tomé e Príncipe, registou-se “um ganho de cerca de 6,6%” em relação à anterior legislatura quando não havia lei da paridade e houve “apenas 34% de mulheres nas listas”, resultando na eleição de apenas nove parlamentares femininas.
Bilaine Ceita referiu que dos sete partidos que concorrem às legislativas, cinco cumprem o critério mínimo de 40% de representação de cada género, enquanto dois permanecem abaixo desse limiar, nomeadamente o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN).
“O partido que menos cumpriu a lei da paridade foi o partido MLSTP-PSD que apresentou apenas 32% de mulheres nas listas e o MCI-PS/PUN com 38%”, disse Bilaine Ceita.