O terceiro Recenceamento Geral Agrícola contou com o financiamento da União Europeia, no valor de 970 mil euros, e com o co-financiamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), no valor de 180 mil dólares.
O Terceiro Recenseamento Geral Agrícola (RGA), instrumento para o planeamento e definição de políticas públicas no setor agrícola, apontou para a necessidade de maior investimento na agricultura em São Tomé e Príncipe, numa altura em que a produção nacional cobre apenas cerca de 60% das necessidades alimentares do país, segundo o coordenador do recenseamento.
Lançado em 2023, o 3º. recenceamento reúne dados sobre a produção por cultura, áreas cultivadas, efetivo animal, condições do mundo rural e infraestruturas de apoio à produção, informações que deverão servir de base ao planeamento e à definição de políticas públicas para o setor.
“A partir deste recenseamento, já podemos dizer que já sabemos a quantidade de produção por cultura, a área de cada cultura, efetivo animal, as condições do mundo rural, as infraestruturas de apoio à produção, as infraestruturas de base que existem nas comunidades rurais, ou seja, um conjunto de informações que foram recolhidas e que estão todas plasmadas no relatório”, explicou o coordenador do terceiro RGA, Idalécio Neto.
O Ministério da Agricultura apresentou hoje os principais resultados do recenseamento, que deve ser realizado a cada dez anos, numa altura em que São Tomé e Príncipe realizou apenas dois recenseamentos agrícolas, em 1964 e 1991, deixando o país sem dados atualizados sobre o setor durante mais de 30 anos.
Ao longo do recenseamento foram identificados alguns desafios, nomeadamente as más condições das vias de acesso, que têm limitado o desenvolvimento agropecuário e o acesso dos produtores aos mercados.