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Jornalistas são-tomenses em greve e ameaçam boicotar cobertura da tomada de posse do PR

Para suspender a paralisação os grevistas exigem o pagamento imediato de todos os subsídios em atraso relativos à taxa áudio visual.

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Redação Leve Leve
📅 02 de Setembro de 2026 ⏱ 2 min de leitura

Para suspender a paralisação os grevistas exigem o pagamento imediato de todos os subsídios em atraso relativos à taxa áudio visual.

Os jornalistas e técnicos da comunicação social são-tomense iniciaram hoje uma greve que dizem por tempo indeterminado reivindicando subsídios salariais e condições de trabalho, sob pena de não cobrirem a tomada de posse do Presidente da República, na quinta-feira.

Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas São-tomenses (SJS), Jorge Do Ó, a greve surge devido mais um incumprimento de memorandos assinados anteriormente com o Governo relativamente aos mesmos problemas que levaram a paralisações anteriores.

Jorge Do Ó disse que estão em causa irregularidades no pagamento de um subsídio proveniente da cobrança da Taxa Audiovisual pela Empresa de Água e Eletricidade (Emae) e melhorias das condições laborais, incluindo a conclusão da obra das instalações da Televisão São-tomense (TVS), assim como a melhoria das instalações de trabalho para os profissionais da Agência de Notícias STP-Press, que passaram a trabalhar como um departamento junto à Rádio Nacional.

“O grande problema é que já assinámos tantos compromissos e tantos memorandos e não temos tido resultados e isso leva a que as pessoas não acreditem nos memorandos e nos acordos que são assinados”, disse o líder sindical em declarações à imprensa após uma reunião com os trabalhadores.

Face à declaração de greve, a Rádio Nacional suspendeu a emissão e os jornalistas não têm feito coberturas jornalísticas, mas o sindicato disse que a emissão da TVS continua no ar e tem sido assegurada pela chefia da estação, uma vez que os profissionais estão em greve.

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