A Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família (DPSSF) iniciou hoje o quarto pagamento a seis mil famílias vulneráveis em São Tomé e Príncipe, no âmbito do Programa Família Vulnerável (PFV), com o objetivo de reduzir a pobreza extrema e contribuir para a permanência das crianças na escola.
“O cumprimento da condicionante do Programa, que é a assiduidade escolar, é fundamental. É sempre importante relembrar que o objetivo do Programa é o desenvolvimento do capital humano, garantindo que as famílias assegurem o futuro dos seus filhos, que estes permaneçam na escola e tenham sucesso escolar. Por isso, é uma condição que as mães mantenham as crianças na escola”, disse a diretora da DPSSF, Núria de Ceita.
Este é o primeiro pagamento realizado após a recertificação e expansão do Cadastro Social Único, processo considerado pela direção como um “resultado positivo”.
Atualmente o Programa Família Vulnerável (PFV) apoia 6.000 agregados familiares vulneráveis em todos os distritos de São Tomé e na Região Autónoma do Príncipe (RAP).
“Embora estejamos a falar de mais de 17 mil, quase 18 mil crianças, temos, através do nosso sistema, um módulo onde consta a listagem de todas as crianças que fazem parte do Programa, bem como o ano escolar em que se encontram, precisamente para permitir esse controlo. Com o apoio do Ministério da Educação”, frisou Núria.
Apesar de considerar positivo os resultados do programa após a atualização dos dados, Núria reconheceu que ainda existem muitos desafios que a direção enfrenta, tendo dificuldades em alcançar todos os vulneráveis do país.