A candidatura das roças de São Tomé e Príncipe ao estatuto de Património Mundial foi oficialmente submetida à UNESCO em novembro de 2024, na sequência de um processo de preparação iniciado vários anos antes.
As históricas roças de São Tomé e Príncipe, nomeadamente, Água Izé, Diogo Vaz, Monte Café, São João, Belo Monte e Sundy, foram oficialmente inscritas na Lista do Património Mundial da UNESCO, tornando-se o primeiro bem do arquipélago a receber esta distinção internacional.
A decisão foi tomada durante a 47ª sessão do Comité do Património Mundial, que decorre em Busan, na Coreia do Sul.
A classificação reconhece o valor universal excecional de um conjunto de antigas roças, testemunhos da história da produção de cacau e café no arquipélago e da sua importância económica, social e cultural entre os séculos XIX e XX. Estes complexos agrícolas preservam um património arquitetónico singular e representam um capítulo marcante da história colonial africana.
A inscrição na lista da UNESCO é considerada um marco histórico para São Tomé e Príncipe, que passa a integrar o grupo de países com património cultural reconhecido pela organização.
“Temos todos os elementos para desenvolver um turismo sustentável e, acima de tudo, valorizar as pessoas que vivem nesta reserva mundial da biosfera”, sublinhou, Sónia Carvalho, ponto focal da UNESCO para São Tomé e Príncipe citado pelo Tela Nón, dias antes deste reconhecimento.