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CPLP assinala 30 anos com resultados, mas precisa de projeto galvanizador e mais intervenção nos Estados membros – Maria do Carmo Silveira

Por outro lado, Maria do Carmo Silveira entende que a CPLP “é caraterizada por uma assimetria em termos de desenvolvimento socioeconómico dos Estados-membros” e essa assimetria dificulta “a construção de uma agenda comum”, porque os países têm necessidades e problemas socioeconómicos diferentes.

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Redação Leve Leve
📅 17 de Julho de 2026 ⏱ 2 min de leitura

Por outro lado, Maria do Carmo Silveira entende que a CPLP “é caraterizada por uma assimetria em termos de desenvolvimento socioeconómico dos Estados-membros” e essa assimetria dificulta “a construção de uma agenda comum”, porque os países têm necessidades e problemas socioeconómicos diferentes.

A antiga primeira-ministra são-tomense e antiga secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Maria do Carmo Silva defendeu hoje que, a organização que completa 30 anos, precisa de um “projeto galvanizador” e capacidade de transformar as decisões políticas em ações concretas, incluindo na prevenção de conflitos. 

Em Entrevista à RSTP e à Lusa, Maria do Carmo Silveira, que liderou o secretariado-executivo da CPLP entre 2016 e 2018, ao longo dos 30 anos de existência “a CPLP obteve resultados apreciáveis”.

“Afirmou-se como uma organização internacional, ganhou visibilidade internacional, ela atraiu o interesse de vários países e organizações, adquiriu experiência enquanto organização e deu também alguns passos importantes, por exemplo, na questão da mobilidade intercomunitária”, sublinhou.

Maria do Carmo Silveira entende que 30 anos, que a CPLP assinala hoje, “pode ser pouco, tendo em conta os objetivos que ela pretende”, nomeadamente “consolidar-se como uma comunidade transcontinental”, mas, ao mesmo tempo, podem ser muitos quando se observa “o reduzido impacto visível para os cidadãos”, por isso “é frequentemente criticada pela sua inação política”.

“Creio que a mesma [CPLP] precisa ainda de um projeto mobilizador, digamos assim, que dê maior relevância estratégica para todos os Estados-membros. Eu diria algo que consiga galvanizar todos os Estados-membros, a população, a juventude em torno de um projeto”, sublinhou, referindo que “a CPLP continua a ser um projeto de governos”.

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