Em resposta, as Forças Armadas de São Tomé e Príncipe FASTP desmentiram as acusações e anunciaram que irão apresentar uma queixa-crime contra o candidato.
O candidato à Presidência da República Miques João denunciou a alegada invasão da sua residência por militares, na madrugada de sábado e referiu que o episódio está relacionado com as recentes declarações sobre o caso de 25 de novembro. As Forças Armadas de São Tomé e Príncipe (FASTP) rejeitaram as acusações e anunciaram a apresentação de uma queixa-crime contra o candidato.
Segundo o candidato, o incidente ocorreu por volta da 1h00 da manhã, na sua residência, em Roça Vitória. Miques João afirmou que todos os alegados estão identificados.
“O meu cunhado saiu e encontrou pessoas já dentro do quintal, todas armadas. Por questões de segurança, eu não saí. […] O que os senhores dizem é que estavam à procura de desertores, mas não se procura desertores, muito menos na residência de um candidato”, declarou.
O candidato considerou o sucedido de extrema gravidade e defendeu que cabe ao Presidente da República, na qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas, apurar as responsabilidades. Apelou ainda ao reforço da segurança de todos os candidatos durante o período eleitoral.
“Tudo isto aconteceu depois de o meu tempo de antena começar a ser transmitido e de eu ter voltado a falar sobre o caso de 25 de Novembro, apresentando novos factos e novos elementos”, afirmou.