Contactada pela RSTP, a Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal reiterou que “prestou todos os esclarecimentos que considerou pertinentes sobre o assunto” e acrescentou que “quaisquer informações complementares poderão ser obtidas junto do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças, entidades competentes”.
Vandi Conceição Lima denunciou alegadas irregularidades por parte da Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal, após a Segurança Social portuguesa indeferir sucessivos pedidos de apoio social com base na informação de que receberia um subsídio mensal atribuído pelo Estado são-tomense, situação que a doente contesta.
Em 2022, Vandi Lima deslocou-se para Portugal para tratamento médico, através de uma junta médica, após lhe ter sido diagnosticada uma doença renal que comprometeu o funcionamento de ambos os rins e impossibilitou a continuidade do tratamento em São Tomé e Príncipe. Em declarações à RSTP, explicou que realiza sessões de hemodiálise três vezes por semana e que lhe foi atribuída uma incapacidade de 70%.
“Os meus dois rins não funcionam. […] Eu não posso trabalhar porque, além da insuficiência renal em ambos os rins, que me confere 70% de incapacidade, também sofro de crises convulsivas constantes, cuja origem está a ser acompanhada por neurologistas. Foram os médicos que decidiram que eu não podia trabalhar”, explicou.
De forma a facilitar o seu quotidiano e garantir melhores condições de acompanhamento, tendo em conta a sua condição de saúde, Vandi Lima tem sido acompanhada pelos serviços de assistência social em Portugal. A doente afirmou, no entanto, não ter recebido qualquer apoio ou orientação por parte da Embaixada de São Tomé e Príncipe.
Segundo explicou, foi a assistente social quem a incentivou a requerer uma prestação social junto da Segurança Social portuguesa, por considerar que reunia as condições previstas na lei.