O primeiro-ministro, Américo Ramos considerou hoje que o falecimento da jornalista e poetisa Conceição Lima, que foi uma das “mais respeitadas vozes da literatura africana contemporânea”, representa “uma perda irreparável” para a literatura e a cultura.
“Conceição Lima não foi apenas uma escritora de talento extraordinário. Foi uma voz firme da identidade são-tomense, da memória coletiva e da dignidade do nosso povo. Através da sua poesia e do seu pensamento, levou São Tomé e Príncipe ao mundo, tornando-se a autora são-tomense mais traduzida internacionalmente e uma das mais respeitadas vozes da literatura africana contemporânea”, escreveu Américo Ramos, na sua página oficial no Facebook.
Para o primeiro-ministro são-tomense, o percurso de Conceição Lima “honra profundamente” a Nação são-tomense, pois, “como jornalista, escritora, cronista e intelectual, serviu a cultura com sensibilidade, profundidade e compromisso”.
“A partida de Conceição Lima representa uma perda irreparável para a Literatura, para a Cultura e para todo o povo são-tomense. Mas o seu legado permanecerá vivo nas suas obras, nas gerações que inspirou e na imagem digna e universal que ajudou a construir de São Tomé e Príncipe”, escreveu o primeiro-ministro são-tomense.
A jornalista e poetisa são-tomense Conceição Deus Lima morreu hoje, em São Tomé, aos 64 anos, disseram fontes familiares.
Segundo os familiares, a poetisa são-tomense, nascida em 08 de dezembro de 1961, sentiu-se mal logo pela manhã e foi encaminhada ao hospital Central Dr. Ayres de Menezes, onde acabou por falecer por volta das 07:00 locais (06:00 em Lisboa).