O laboratório está instalado no Hospital Central Dr. Ayres de Menezes e resulta de um pedido do Ministério da Saúde são-tomense à Fundação Gulbenkian, que concretizou o projeto com a parceria técnica do IPO-Porto e da Universidade Fernando Pessoa, “que apoiaram na montagem do laboratório e no acolhimento dos profissionais de saúde santomenses para a realização de estágios em contexto de trabalho”.
São Tomé e Príncipe inaugurou hoje o primeiro laboratório de anatomia patológica, que vai permitir diagnósticos mais rápidos e precisos, em particular no cancro, reduzindo a dependência do exterior e tornando o tratamento mais acessível, anunciaram fontes oficiais.
“O Laboratório de Anatomia Patológica representa um avanço decisivo na capacidade de diagnóstico, permitindo maior precisão, rapidez e segurança na identificação de doenças. Trata-se de um instrumento essencial para apoiar as decisões clínicas e melhorar significativamente a resposta do sistema nacional de saúde”, declarou o primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos.
Segundo o ministro da Saúde, Celso Matos, que é médico de profissão, a inauguração do laboratório surge numa altura em que o Governo são-tomense foi informado que já não poderá enviar amostras para serem analisadas em Portugal.
“Já tínhamos dificuldade, perdemos esse canal e justamente agora conseguimos reverter a situação com um laboratório aqui em São Tomé e Príncipe. Este é o caminho que devemos seguir: dotar o país de capacidade local”, sublinhou Celso Matos.
A representante da Embaixada de Portugal Paula Pereira considerou que a criação do laboratório representa “um marco histórico” que contribuirá para salvar vidas e melhorar “os resultados de saúde para todos os são-tomenses”.