O nosso problema é que não temos um espaço fiscal ou poupanças para dizer que temos recursos sentados nos cofres do tesouro para fazer essas aquisições a qualquer tempo evitando que as façamos possa ter rutura, por isso estamos a trabalhar com FMI e com outros parceiros para ver como podemos adquirir esses bens essenciais.
O ministro das Finanças, Gareth Guadalupe, realçou na semana passada que o Governo cumpriu 11 dos 16 indicadores da avaliação do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que considerou de “resultados satisfatórios” que têm implicado, “muita resiliência e capacidade de imaginação” ao executivo.
Gareth Guadalupe sublinhou que os “resultados são satisfatórios, não obstante haver dificuldade da parte do Estado, que é um Estado deficitário”.
“Isso implica de nós muita resiliência, muita capacidade de imaginação, ao mesmo tempo que nós vamos atendendo as várias preocupações que o país tem”, sublinhou Gareth Guadalupe.
Ainda assim, assegurou que o o Governo continua a fazer esforços para garantir os salários, mas também para realizar investimentos, nas estradas, transportes e o setor da saúde com a aquisição de medicamentos e regentes, de “forma que o país continue a funcionar” no meio da crise e conflitos internacionais.
O ministro destacou que, normalmente, a missão do FMI foca-se mais na contenção, mas o Governo tem demonstrado que não pode conter muito mais nas metas de inflação, em detrimento das pessoas.