Numa publicação no Facebook, a Procuradoria Geral da República anunciou que abriu um processo-crime na sexta-feira “na sequência dos factos tornados públicos pelo ex-Diretor da Empresa de Água e Eletricidade (EMAE), Raúl Cravid, “os quais indiciam a prática de ilícitos penais na aquisição de bens públicos”.
O Ministério Público efetuou busca e apreensão no Ministério das Infraestruturas e na Empresa de Água e Eletricidade (Emae) e abriu processo-crime, face a indícios de vários crimes no processo de compra de geradores, segundo um documento a que a RSTP teve hoje acesso.
O mandado de busca e apreensão consultado pela Lusa visou “a apreensão de todos os dossiers e outros elementos (físicos ou eletrotónicos) relacionados com as compras de grupos geradores para as centrais térmicas da Emae, realizadas desde janeiro de 2025 até à presente data”.
O mandado ordenava a apreensão de “todos os documentos, aparelhos eletrónicos e tudo o que for eventualmente encontrado com interesse para os autos ou relacionado com os processos de compras de grupos geradores, todos os elementos indiciários da prática de crimes de administração danosa e ou prevaricação, e ou peculato e ou participação económica em negócio”.
Numa publicação no Facebook, a Procuradoria Geral da República anunciou que abriu um processo-crime na sexta-feira “na sequência dos factos tornados públicos pelo ex-Diretor da Empresa de Água e Eletricidade (EMAE), Raúl Cravid, “os quais indiciam a prática de ilícitos penais na aquisição de bens públicos”.
No mês de fevereiro, dias após ser demitido, o ex-diretor da Emae Raúl Cravid denunciou que quatro geradores que chegaram naquele mês ao país, dados como novos, afinal não eram novos e não tinham a capacidade de 10 megawatts como anunciado pelo Governo, e teriam sido sobrefaturados.