O MLSTP apela ao Governo “para que reveja esta posição e, no futuro, atue com maior sensibilidade e respeito em matérias de tão elevada relevância social e cultural”.
O MLSTP emitiu uma nota de protesto manifestando o “mais veemente protesto” à “decisão inédita” do Governo em não conceder tolerância de ponto hoje, sexta-feira santa, o que o partido considera “uma preocupante falta de sensibilidade para com as convicções religiosas da maioria dos santomenses”.
“Trata-se de uma decisão inédita em mais de cinquenta anos de independência nacional, que contraria uma prática consolidada e profundamente enraizada na vivência espiritual e cultural do Povo Santomense”, lê-se na nota assinada pelo presidente do MLSTP, Américo Barros.
O MLSTP refere que São Tomé e Príncipe “é uma nação onde a religião ocupa um lugar central na vida dos cidadãos”, e que “a fé cristã, em particular, tem desempenhado um papel determinante na formação do caráter” do povo, “promovendo valores como a paz, a solidariedade, a tolerância e a coesão social”.
“Ao impedir, que muitos fiéis possam participar na tradicional celebração litúrgica das 15 horas desta sexta-feira santa, data de elevado significado religioso, o Governo revela uma preocupante falta de sensibilidade para com as convicções religiosas da maioria dos santomenses, além de levantar sérias reservas quanto ao respeito pelo princípio da liberdade religiosa”, refere Américo Barros.O líder do MLSTP acrescenta que o partido “reconhece e reafirma o carácter laico do Estado” são-tomense, todavia, entende que “tal princípio não deve, em circunstância alguma, ser interpretado como indiferença ou hostilidade face às manifestações religiosas, sobretudo quando estas fazem parte integrante da identidade cultural e espiritual do povo”.
“Neste contexto, o MLSTP considera que a decisão do XIX Governo Constitucional configura um ato de desconsideração para com os valores e tradições do povo santomense, sendo, por isso, digna de firme reprovação”, lê-se.