O sindicato afastou qualquer ligação das reivindicações ao atual período eleitoral, sublinhando que o objetivo é apenas exigir melhorias nos serviços e soluções concretas para o setor.
O Sindicato dos funcionários Judiciais denunciaram a falta de condições de trabalho que de acordo com a direção, “dura há longos anos”, o que tem comprometido a execução dos trabalhos e “morosidade no processo”, tendo ameaçado “parar o tribunal”, caso a situação não se resolva.
“[Caso a situação não se resolva] vamos ter uma única decisão: parar o tribunal. Ou paramos, ou teremos de encontrar uma solução, porque o povo está a gritar”, disse o presidente do sindicato, Laurindo Vicente, durante uma conferência, acrescentando que o edifício onde funcionam os serviços judiciais não reúne condições adequadas de trabalho, sobretudo em dias de chuva.
“Há alguns anos tiraram-nos deste edifício para outro espaço, com o objetivo de reabilitar estas instalações [onde atualmente funcionam os serviços]. Mas, sinceramente, antes não o tivessem feito, porque, em vez de melhorar, a situação piorou. Quando chove, entra água nas secções. Não se consegue permanecer nem nas secções, nem na varanda dos tribunais”, frisou.
Laurindo sublinhou que são frequentes as reclamações da população relativamente ao atendimento prestado pelos serviços judiciais, referindo-se aos mesmos como “não funcionais” e “morosos”, contudo, referiu que “não se faz omelete sem ovos”, reforçou.
Além da falta de infraestruturas adequadas, a direção sindical denunciou também a escassez de equipamentos essenciais para o funcionamento dos serviços.