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Presidente do Senegal demite Primeiro-Ministro e o Governo

Nos últimos meses, divergências sobre governação e estratégia política agravaram o afastamento entre os dois líderes. Apesar de o Parlamento, dominado pelo partido de Sonko, ter recentemente aprovado alterações legais que facilitam uma eventual candidatura do ex-primeiro-ministro às presidenciais de 2029, o atual chefe de Estado também tem vindo a reforçar a sua base de apoio, alimentando um cenário de disputa política futura.

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Redação Leve Leve
📅 23 de Maio de 2026 ⏱ 2 min de leitura

Nos últimos meses, divergências sobre governação e estratégia política agravaram o afastamento entre os dois líderes. Apesar de o Parlamento, dominado pelo partido de Sonko, ter recentemente aprovado alterações legais que facilitam uma eventual candidatura do ex-primeiro-ministro às presidenciais de 2029, o atual chefe de Estado também tem vindo a reforçar a sua base de apoio, alimentando um cenário de disputa política futura.

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu na noite de sexta-feira o Primeiro-Ministro Ousmane Sonko e todo o seu Governo, marcando uma rutura política no seio da liderança do País, dois anos após a chegada conjunta ao poder.

Segundo uma notícia avançada pelo OPaís CV, o anúncio foi feito através da Rádio e Televisão Senegalesa, num comunicado lido pelo secretário-geral da Presidência, Oumar Samba Ba, que confirmou a exoneração do chefe do Governo e de todos os ministros e secretários de Estado.

O executivo cessante mantém-se em funções apenas para a gestão de assuntos correntes, até à formação de um novo Governo, não tendo sido ainda indicado um substituto para o cargo de primeiro-ministro.

A decisão surge num contexto de crescente tensão entre o Presidente e o seu antigo aliado político.

Nas últimas semanas, Bassirou Diomaye Faye admitiu a possibilidade de afastar Ousmane Sonko caso deixasse de existir confiança política entre ambos.

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