Política

Presidente da República alerta que o direito à manifestação não pode servir de pretexto para actos de vandalismo

O Presidente da República, Carlos Vila Nova, reafirmou publicamente o direito constitucional à manifestação pacífica, mas deixou um aviso claro: protestar é um direito democrático fundamental, mas esse direito não pode ser usado para justificar actos de vandalismo, destruição de bens públicos ou perturbação violenta da ordem.

RL
Redação Leve Leve
📅 28 de Março de 2026 ⏱ 2 min de leitura

As palavras do Presidente da República surgem num contexto de crescente agitação social relacionada com a prolongada crise de fornecimento de energia eléctrica que afecta o arquipélago há mais de sete meses consecutivos. Nos últimos dias, vários protestos espontâneos ocorreram em diferentes zonas da cidade de São Tomé, alguns dos quais terminaram com confrontos pontuais e registos de danos em infraestruturas públicas.

Carlos Vila Nova apelou ao diálogo entre o Governo e os cidadãos, sublinhando que as preocupações expressas pela população são legítimas e merecem uma resposta urgente e concreta por parte das autoridades. O Presidente pediu igualmente às forças de segurança que actuem com proporcionalidade e contenção no tratamento das situações de protesto social, evitando escaladas desnecessárias.

A questão energética tornou-se o principal tema da agenda política santomense, com o Governo a enfrentar críticas crescentes da oposição, da sociedade civil e dos próprios cidadãos pela ausência de soluções estruturais e duradouras para o deficit de produção e distribuição de electricidade. As projecções mais recentes do Ministério da Energia não apontam para uma resolução da crise a curto prazo.

Organizações da sociedade civil manifestaram apoio ao direito de protesto dos cidadãos e pediram ao Governo que apresente com urgência um plano claro, calendarizado e transparente para a resolução da crise energética, considerada por muitos como a mais grave dos últimos vinte anos no país.

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