Cultura & Sociedade

Lançamento do livro sobre as línguas crioulas do Príncipe reacende debate sobre a preservação do patrimônio linguístico

O lançamento do livro dedicado à língua lung'ie, falada na Ilha do Príncipe, reacendeu o debate sobre a urgência de preservar e valorizar os patrimónios linguísticos únicos de São Tomé e Príncipe, considerados entre os mais singulares de toda a África.

RL
Redação Leve Leve
📅 23 de Março de 2026 ⏱ 1 min de leitura

São Tomé e Príncipe é um dos países com maior diversidade linguística per capita do mundo, com quatro línguas crioulas próprias, além do português como língua oficial. O lung’ie, o forro, o angolar e o principense são línguas com características únicas que resultam de séculos de história e miscigenação cultural.

O livro, fruto de anos de investigação linguística e antropológica, documenta estruturas gramaticais, vocabulário e expressões do lung’ie, contribuindo para a sua preservação num contexto em que o número de falantes nativos tem vindo a diminuir.

Linguistas e activistas culturais apelam ao Governo santomense para que integre estas línguas nos currículos escolares e apoie projectos de documentação e revitalização, antes que um patrimônio insubstituível se perca definitivamente.

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