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Lançado o projeto de desenvolvimento de áreas marinhas protegidas em STP

O ministro da Agricultura, Nilton Garrido, reconheceu que o sucesso do projeto dependerá do compromisso de todos os setores envolvidos, a fim de que os resultados obtidos sejam a longo prazo.

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Redação Leve Leve
📅 04 de Junho de 2026 ⏱ 2 min de leitura

O ministro da Agricultura, Nilton Garrido, reconheceu que o sucesso do projeto dependerá do compromisso de todos os setores envolvidos, a fim de que os resultados obtidos sejam a longo prazo.

São Tomé e Príncipe acolheu hoje o lançamento do projeto “Desenvolvimento de uma rede eficaz de áreas marinhas protegidas”, avaliado em aproximadamente dois milhões e quinhentos mil euros, que visa a conservação e a sustentabilidade dos ecossistemas marinhos e costeiros do arquipélago.

A iniciativa é financiada pela União Europeia, implementada por um consórcio liderado pela Oikos – Cooperação e Desenvolvimento em parceria com a MARAPA e a Fundação Príncipe, bem como a Fauna & Flora. O projeto articula-se com as autoridades nacionais, designadamente a Direção das Pescas e Aquacultura (DPA), a Direção do Ambiente e Ação Climática (DAAC) e a Direção das Florestas e da Biodiversidade (DFB), todas associadas à ação.

“Para São Tomé e Príncipe o oceano não é apenas uma extensão de água. É a fonte de vida que nutre, gera emprego, preserva tradições e é o pilar da economia azul em que assenta grande parte do futuro do país. […] A economia azul é também uma prioridade para a União Europeia”, disse a embaixadora da União Europeia no Gabão, para São Tomé e Príncipe e a CEEAC, Cécile Abadie, reforçando a importância do projeto enquanto mecanismo para fortalecer a governança dos oceanos, apoiar a investigação científica e acelerar a conservação marinha.

Atualmente o país dispõe de oito áreas protegidas, sendo duas na ilha de São Tomé, e seis na região autónoma. De acordo com a organização, o lançamento oficial deste projeto inaugura a fase de operacionalização efetiva destas áreas marinhas protegidas e da preparação das condições políticas, técnicas e comunitárias para a sua expansão.

“A maior parte da população dos pescadores, as palaiês, especialmente os que não lidam com a arte da pesca da rede de cerco, estão muito interessados porque acreditam que na área vão conseguir recuperar a pesca. […] Nós temos um projeto que visa a conservação dos recursos marinhos”, explicou o Coordenador da OIKOS-STP, Rogério Rosa.

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