Nacional

Hipólito Lima: o jovem são-tomense que leva o louvor em crioulo-forro da Alemanha para o mundo

O projeto “Bila Bi”, palavra em crioulo-forro que significa “volta”, surgiu em 2018 em parceria com o músico e pianista Bizaliel. A iniciativa nasceu da vontade de recuperar músicas cristãs antigas de São Tomé e Príncipe, sobretudo em crioulo-forro, muitas delas atualmente pouco conhecidas pelas novas gerações.

RL
Redação Leve Leve
📅 21 de Maio de 2026 ⏱ 2 min de leitura

O projeto “Bila Bi”, palavra em crioulo-forro que significa “volta”, surgiu em 2018 em parceria com o músico e pianista Bizaliel. A iniciativa nasceu da vontade de recuperar músicas cristãs antigas de São Tomé e Príncipe, sobretudo em crioulo-forro, muitas delas atualmente pouco conhecidas pelas novas gerações.

O jovem cantor cristão são-tomense, residente na Alemanha, Hipólito Will Lima, tem vindo a destacar-se através do projeto musical “Bila Bi”, uma iniciativa dedicada à valorização dos louvores antigos em crioulo-forro e à preservação da identidade cultural de São Tomé e Príncipe através da música cristã.

Em entrevista à RSTP, Hipólito Lima partilhou a sua trajetória ligada à igreja, falou sobre os desafios da imigração e explicou como nasceu o projeto que hoje procura resgatar canções tradicionais cristãs são-tomenses, dando-lhes uma nova voz junto das gerações atuais.

Nascido num seio adventista, o cantor revelou que desde criança esteve ligado à música cristã, participando em corais infantis e, mais tarde, em grupos musicais dentro da igreja. Aos 16 anos, começou a dirigir corais, experiência que reforçou a sua paixão pelo ministério musical.

“Aos 16, 17 anos fui chamado para dirigir o coro principal da igreja. Foi aí que nasceu ainda mais essa paixão por fazer mais e melhor para os louvores cristãos”, contou.

A mudança para a Europa trouxe novos desafios. Primeiro em Portugal e depois na Alemanha, Hipólito teve de adaptar-se a novas culturas e diferentes estilos de adoração. Ainda assim, afirma que a música sempre foi a ponte que facilitou a sua integração nas comunidades onde viveu.

Artigos Relacionados