Mais de dez geradores chegaram ao país nos últimos três meses, mas o próprio chefe do Governo admitiu que esses equipamentos não estão a produzir a potência anunciada de 10 megawatts. A situação gerou polémica adicional quando o primeiro-ministro revelou que os geradores foram fornecidos por uma entidade interessada no programa de cidadania por investimento.
A crise tem impacto directo na actividade económica, com empresas a reportar perdas significativas, e na vida quotidiana das famílias, que enfrentam dificuldades no acesso a água potável, refrigeração de alimentos e funcionamento de equipamentos médicos.
A oposição exige respostas urgentes e aponta falhas graves de planeamento e de gestão dos contratos de energia. Organizações da sociedade civil convocaram manifestações para pressionar o Governo a apresentar um plano claro e calendarizado de resolução da crise.