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“Avó Cecília” cria biblioteca móvel e incentiva à leitura no bairro de Maputo

A avó Cecília foi professora no período colonial, por isso, na sua biblioteca móvel, naquele espaço ao ar livre onde ensina a brincar, além da leitura, oferece jogos de algarismos, alfabeto, incentivando as crianças a construir palavras e frases a partir do jogo de letras.

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Redação Leve Leve
📅 13 de Abril de 2026 ⏱ 2 min de leitura

A avó Cecília foi professora no período colonial, por isso, na sua biblioteca móvel, naquele espaço ao ar livre onde ensina a brincar, além da leitura, oferece jogos de algarismos, alfabeto, incentivando as crianças a construir palavras e frases a partir do jogo de letras.

No histórico bairro da Mafalala, Maputo, a avó Cecília percebeu que é de “pequenino que se torce o pepino” e criou uma biblioteca móvel que disponibiliza mais de mil livros, incentivando nas crianças o gosto pela leitura.

“Vejo que é necessário, porque a maior parte das crianças e jovens já não têm o gosto pela leitura. Então, estou a incentivar o gosto das criança”, disse Cecília Mate, 77 anos, em entrevista à Lusa, naquele histórico bairro da capital moçambicana.

A ideia surgiu em 2013, quando a avó Cecília, como é tratada localmente, se reformou como bibliotecária na Biblioteca Nacional para aproveitar melhor o tempo. Criou uma biblioteca móvel no histórico bairro da Mafalala, onde nasceu e ainda vive, para incentivar o gosto pela leitura, sobretudo em crianças.

Este projeto só seria materializado dois anos depois e, naquela altura, ainda com força nos pés, empurrava o carrinho de mão pelos becos de Mafalala com livros, disponibilizando-os para a leitura, sendo que desistir nunca esteve em hipótese para uma mulher que concluiu a licenciatura em Gestão e Estudos Culturais aos 65 anos.

“Em 2013 estava a trabalhar numa escola, estava a ensinar a fazer trabalho técnico de uma biblioteca, estão propriamente dito comecei em 2015, andando de rua em rua e, chegando nos sítios, com a minha carrinha e a minha mesa, e nessa altura tinha bancos (…) eu instalava aí e punha os meus livros em exposição e as crianças começavam a ler”, disse.

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