Apesar da sua importância, os consumidores têm-se queixado do aumento do preço da banana, sendo a falta de infraestruturas apontada como um dos constrangimentos ao desenvolvimento da produção e comercialização do produto, nomeadamente no transporte das zonas rurais para a capital, onde se concentra grande parte da comercialização.
A primeira feira de banana, “Kitxibá Fest”, reuniu em São Tomé e Príncipe, produtores e empreendedores nacionais para apresentar diferentes formas de aproveitamento da banana e da bananeira, numa iniciativa promovida pela REINA para valorizar a produção nacional e dar a conhecer as “mil utilidades” do produto.
Realizada sob o lema “Um produto, mil utilidades”, a feira serviu para apresentar a produção de banana e apresentar também as possibilidades de transformação do produto em alimentos, bebidas e artigos artesanais.
“Recomendo muito, uma vez que temos uma carência de nutrientes, muitas vezes devido ao número de produtos processados que consumimos. Por isso, recomendo este sumo para substituir os sumos que têm muitos químicos, muitos conservantes”, disse a produtora de sumo natural de banana, Alércia de Ceita.
A feira contou com a participação de empreendedores que trabalham com a fibra da bananeira para a produção de diferentes artigos, como bases, cestas e outros produtos artesanais.
“Geralmente, nós recolhemos os resíduos da bananeira após a colheita da banana, extraímos a fibra e, depois, há uma equipa que faz as tranças. Com as cordas produzimos bases, cestas e outros produtos”, explicou o empreendedor Henos Martins, acrescentando que as tranças feitas a partir das fibras da bananeira são produzidas por reclusos da Cadeia Central, que receberam formação e capacitação para trabalhar a matéria-prima e são remunerados pela produção.