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Pescador de São João dos Angolares realça valor da profissão e apela a jovens interessados a terem “coragem e fé”

Apesar do cansaço e dos pequenos desafios enfrentados em momentos de escassez, Ody não se revê noutra profissão, embora nos tempos livres pratique a costura, de forma a ganhar um rendimento extra.

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Redação Leve Leve
📅 20 de Junho de 2026 ⏱ 2 min de leitura

Apesar do cansaço e dos pequenos desafios enfrentados em momentos de escassez, Ody não se revê noutra profissão, embora nos tempos livres pratique a costura, de forma a ganhar um rendimento extra.

Ody Silva, pescador na comunidade de São João dos Angolares, decidiu há mais de dez anos abraçar esta profissão, considerada o pilar da comunidade “anguené”, e que, embora enfrente desafios nos dias de escassez, se mantém firme e confiante, apelando aos jovens interessados na profissão a terem “coragem e muita fé”.

De acordo com os moradores, a atividade piscatória é a base da economia da comunidade, sendo uma profissão que agrega os mais velhos, bem como os jovens.

Diariamente, pescadores deslocam-se ao mar em busca de alimento. Ody contou quando surgiu o gosto pela profissão.

“Eu comecei a pescar acompanhando um companheiro e pescávamos na baía. Eu comecei a pescar com jangada e apanhávamos aqueles peixes pequenos e depois comecei a pescar e a ir mais distante. […] Então, decidi comprar uma canoa de remo… comecei a acompanhar os mais velhos e decidi ir para o mar pescar”, disse.

Silva explicou que existem dois tipos de pesca, sendo a de brisa e a de fundo, tendo referido que a de brisa se torna mais difícil e trabalhosa. O pescador, que pratica a pesca noturna, sublinhou ainda que um dos maiores desafios é lidar com o sono e o cansaço.

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