O dirigente sindical afirmou também que uma auditoria realizada pela Inspeção das Finanças à empresa em 2024 registou várias reposições de valores e alegados pagamentos que, segundo os trabalhadores, devem ser esclarecidos.
Os funcionários dos Correios de São Tomé e Príncipe cumprem hoje o terceiro dia consecutivo de uma greve que dizem ser por tempo indeterminado, para exigir o pagamento de contribuições à Segurança Social que a empresa tem descontado nos salários há quatro anos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa dos Correios (Sincotel), Wilson Torres, a paralisação foi decidida após o envio de um caderno reivindicativo à diretor geral da empresa, António Aguiar, sem ter sido marcada qualquer reunião para discutir as preocupações apresentadas pelos trabalhadores.
“Nós demos início hoje à nossa greve porque remetemos o caderno reivindicativo há duas semanas e o diretor-geral não nos chamou. Então, como nós metemos um pré-aviso de greve que iniciaria hoje dia 10, entramos em greve hoje”, afirmou Wilson Torres.
Os trabalhadores denunciam que existem quatro anos de contribuições em atraso à Segurança Social desde a atual gestão da empresa.
“São quatro anos em atraso do pagamento da Segurança Social desde a atual gestão”, declarou a funcionária Maria Espírito Santo.