O deputado e ex-presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) afirmou que é candidato independente, mas pediu apoio aos outros partidos, incluindo ao MLSTP, que ainda não se pronunciou.
O ex-primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus entregou hoje ao Tribunal Constitucional a candidatura às eleições presidenciais de 19 de julho de São Tomé, afirmando-se como independente que quer construir pontes e promover a paz e reconciliação nacional.
Jorge Bom Jesus liderou a equipa de campanha na formalização da candidatura destacando que tem um “percurso político ascendente”, incluindo experiência governativa e cívica, e quer “colocar todo este manancial de experiência, de conhecimento e saberes ao serviço” do país.
“Espero eu que São Tomé e Santo António estejam também a lançar uma bênção nesta candidatura que quer ser pacificadora, unificadora, que quer juntar os são-tomenses que estão muito espalhados há muito tempo. Esta candidatura quer mais do que somar, ela quer multiplicar. Chega de estarmos a subtrair. Mas não podemos continuar a erigir muralhas de separação”, declarou Jorge Bom Jesus.
“Temos que construir pontes de entendimento. E penso que a Presidência da República tem que ser esse espaço de facto de promoção da paz, da reconciliação, da democracia cada vez mais fortalecida, porque estas são as premissas do processo de desenvolvimento”, acrescentou.
O ex-primeiro-ministro são-tomense (2018-2022) destacou que outro motivo da sua candidatura, é por constatar “com muita tristeza” os retrocessos do país, a todos os níveis, nomeadamente social, económico, infraestruturas e outros, por isso entende que não deve “estar impávido e sereno perante toda esta situação”.