Nos últimos meses, divergências sobre governação e estratégia política agravaram o afastamento entre os dois líderes. Apesar de o Parlamento, dominado pelo partido de Sonko, ter recentemente aprovado alterações legais que facilitam uma eventual candidatura do ex-primeiro-ministro às presidenciais de 2029, o atual chefe de Estado também tem vindo a reforçar a sua base de apoio, alimentando um cenário de disputa política futura.
O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu na noite de sexta-feira o Primeiro-Ministro Ousmane Sonko e todo o seu Governo, marcando uma rutura política no seio da liderança do País, dois anos após a chegada conjunta ao poder.
Segundo uma notícia avançada pelo OPaís CV, o anúncio foi feito através da Rádio e Televisão Senegalesa, num comunicado lido pelo secretário-geral da Presidência, Oumar Samba Ba, que confirmou a exoneração do chefe do Governo e de todos os ministros e secretários de Estado.
O executivo cessante mantém-se em funções apenas para a gestão de assuntos correntes, até à formação de um novo Governo, não tendo sido ainda indicado um substituto para o cargo de primeiro-ministro.
A decisão surge num contexto de crescente tensão entre o Presidente e o seu antigo aliado político.
Nas últimas semanas, Bassirou Diomaye Faye admitiu a possibilidade de afastar Ousmane Sonko caso deixasse de existir confiança política entre ambos.