A falta de docentes, bem como o reduzido investimento na ciência e inovação, continua a ser apontada como uma das principais dificuldades enfrentadas pela instituição.
O reitor interino da Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), Salustino dos Santos Andrade, defendeu, durante a celebração do 12.º aniversário da instituição, um maior investimento na ciência e nos recursos humanos face às exigências do mundo atual, destacando ainda a necessidade de reforçar o conhecimento e a educação como pilares fundamentais para o desenvolvimento.
“O conhecimento representa o fundamento de toda a transformação humana. Nenhuma sociedade progride sem conhecimento. Nenhum país se desenvolve sem educação, ciência, investigação e pensamento crítico. O conhecimento permite compreender o mundo, questionar a realidade, criar soluções e construir o futuro. É através dele que as sociedades superam limitações, reduzem dependências e fortalecem a sua soberania”, afirmou o reitor.
A cerimónia que marcou o encerramento da semana académica da Universidade de São Tomé e Príncipe, realizada sob o lema “Conhecimento, inclusão e mudança”, reuniu a comunidade académica, autoridades governamentais, estudantes, investigadores e convidados, servindo também para destacar os ganhos alcançados pela universidade ao longo dos anos.
Durante o evento, o diretor do Ensino Superior, Ilvécio Ramos, que falava em representação da ministra da Educação, aproveitou a ocasião para realçar a importância do ambiente académico enquanto espaço de aprendizagem, encontro e descoberta.
“A universidade é também um espaço de encontro, descoberta, debate, criatividade, inquietação e transformação. […] Uma universidade viva não pode estar fechada sobre si mesma. Deve abrir portas, aproximar-se da sociedade e mostrar aos jovens que o conhecimento é uma ferramenta concreta para transformar vidas”, destacou o Ilvécio Ramos.