Referindo-se à sua detenção na sequência do caso, o antigo presidente da Assembleia Nacional considerou que o Estado deve ser responsabilizado.
O ex-presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, Delfim Neves, afirmou que pediu ao Ministério Público, uma certidão que clarificasse o seu não envolvimento no “caso 25 de Novembro”, devido às “sucessivas acusações e dúvidas” de “pessoas de má fé” e alguns partidos que insistem em coloca-lo como alegado “mandante” do golpe de Estado de 2022.
“Certifica ainda que, conforme consta do despacho de encerramento da fase de instrução preparatória do referido processo, e face a todos os elementos constantes dos autos, conclui-se pela inexistência de indícios da prática de crime pelo arguido Delfim Santiago das Neves, relativamente aos crimes que lhes vinham sendo imputados”, lê-se da certidão emitida pelo MP com data de 08 de maio de 2026.
“Estou particularmente feliz […] fica claro que eu nunca tive nada a ver com essa situação, mas foram quatro vidas ceifadas no quartel de Mouro. Eu era a quinta, mas escapei”, disse, admitindo Delfim Neves, admitindo que o despacho do Ministério Público já indicava a sua não implicação no crime, mas a certidão agora emitida vem “clarificar” definitivamente a situação.
Delfim Neves sublinhou ainda que nunca abandonou o país nem se ausentou das suas responsabilidades políticas.
“Estou cá, sempre estive cá e nunca me ausentei das minhas responsabilidades”, disse, apelando para que a opinião pública nacional e internacional seja informada de que o caso foi esclarecido.